Em um mercado cada vez mais dinâmico, inovar deixou de ser uma escolha e passou a ser uma exigência para qualquer empresa que queira se manter relevante. Dados da consultoria McKinsey mostram que, no Brasil, companhias com alta maturidade digital registram um crescimento do EBITDA (sigla em inglês para Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) até três vezes superior ao das demais. No cenário global, essa vantagem salta para até cinco vezes.
Logo, fica evidente que investir em inovação é um caminho sólido para crescer. No entanto, adotar tecnologias de ponta, por si só, não resolve o desafio da inovação. É preciso integrar o desenvolvimento ao seu modelo de negócio, reformular processos e desenvolver uma cultura interna voltada para a transformação constante.
Neste artigo vamos mostrar como identificar o momento certo para realizar o investimento em inovação, bem como a implementação e a mensuração de resultados.
Em que momento a empresa precisa inovar?
Inovar é a forma mais estratégica de responder às transformações do mercado. A seguir, listamos sinais claros de que sua empresa precisa iniciar o processo de inovação para continuar competitiva.
- A concorrência está avançando mais rápido que você
Se seus concorrentes estão crescendo enquanto seu negócio patina, não se trata apenas de “má fase”. Provavelmente eles estão inovando melhor e mais rápido. Empresas que apostam em novos modelos, processos ou produtos conseguem ocupar espaços de mercado com mais agilidade — e, mais do que isso, ganham protagonismo.
Além disso, há um impacto direto na percepção de valor. Companhias inovadoras chamam atenção de investidores, atraem talentos, fidelizam clientes e constroem um posicionamento mais forte. Ficar parado, nesse cenário, é abrir caminho para ser ultrapassado.
- O crescimento da empresa estagnou
Todo negócio passa por oscilações, mas quando a estagnação atinge diversas frentes ao mesmo tempo, como vendas, receita, aquisição de clientes e produtividade, é preciso ligar o sinal de alerta. Nesses momentos, a inovação deixa de ser diferencial e vira necessidade.
- Clientes e investidores estão cobrando mudanças
Se os dois públicos mais importantes para a saúde de uma empresa estão exigindo novidades, é hora de agir. De um lado, consumidores pedem novas soluções, serviços personalizados ou experiências diferentes. Do outro, investidores pressionam por transformação e retorno. Ignorar esses sinais significa correr o risco de perder não apenas vendas, mas também capital e credibilidade. Inovar, nesses casos, é atender a uma demanda clara e legítima por evolução.
Como implementar?
O primeiro passo para inovar é entender que isso exige uma mudança de mentalidade. É preciso abandonar modelos ultrapassados e aceitar que a inovação começa com uma visão estratégica clara, que envolva todos os níveis da organização, da liderança à operação. Inovar é tomar decisões conscientes, adaptando a empresa às novas realidades do mercado.
A execução deve ser ágil e menos burocrática, criando ambientes favoráveis à experimentação e à criatividade. Esse tipo de abordagem permite a descentralização da inovação, com times multidisciplinares e a tecnologia integrada ao core das áreas de negócio. Além disso, o setor de TI deixa de ser um apoio e, devido à digitalização das companhias, passa a ser um agente direto da inovação.
Com essas práticas, surgem soluções mais alinhadas às necessidades do cliente, promovem-se sinergias internas e, principalmente, torna-se possível manter a competitividade em um ambiente de mudanças aceleradas.
Como mensurar a inovação nas empresas?
Tão importante quanto implementar mudanças é saber medir o impacto que elas estão gerando no negócio. Acompanhar os resultados da inovação permite identificar se a empresa está no caminho certo e avaliar sua capacidade de continuar com o processo no futuro. Trata-se de um diagnóstico estratégico, que ajuda a transformar boas ideias em vantagens competitivas reais.
Uma das formas de fazer essa mensuração, é dividir em duas categorias: indicadores de entrada e indicadores de saída.
Os indicadores de entrada monitoram os esforços realizados para promover a inovação. Isso inclui, por exemplo, os investimentos em pesquisa e desenvolvimento, consultorias especializadas, aquisição de tecnologias, parcerias com universidades e centros de pesquisa, além da compra de licenças e patentes. Esses dados mostram o quanto a empresa está comprometida em criar um ambiente propício à inovação.
Já os indicadores de saída ajudam a entender os resultados práticos dessas ações. Eles avaliam o impacto real no negócio, como o número de projetos inovadores lançados, desenvolvimento de MVPs (Produtos Minimamente Viáveis), novas patentes registradas, transferência de tecnologias, além de ganhos em produtividade, redução de custos e melhorias em produtos já existentes.
Conte com ajuda especializada
Embora existam diversas formas de mensurar a inovação, é essencial que cada empresa escolha os indicadores mais alinhados ao seu planejamento estratégico. Só assim será possível garantir que o processo inovador esteja contribuindo, de fato, para o crescimento sustentável da organização.
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